Allo Consultoria - Gerenciamento de risco

Em nosso último artigo abordamos o tema que fala da responsabilidade civil empresarial onde, em muitos casos, a falta de conhecimento nesse quesito pode gerar um ambiente de instabilidade e risco corporativo. Saber lidar com situações adversas e entender que há obrigações a serem cumpridas é fundamental para que toda empresa se estabeleça no mercado. No entanto, nesse processo de crescimento e aprendizagem, é fundamental criar um ambiente estruturado de gerenciamento de risco, afinal, esse elemento é o que coloca as empresas de um mesmo segmento em patamares distintos.

Na busca por ser uma scale-up, um case de sucesso no mercado, não é raro presenciarmos a negligência com as variáveis do ambiente interno e externo. Pensando nessa realidade, nós da Allo Consultoria Empresarial preparamos este artigo em que te ensinaremos o conceito de risco e como gerenciá-lo.

Você vai ler neste artigo:

1. O conceito de risco
2. A relação risco e retorno
3. Origem e tipos de riscos
4. Avaliando o risco corporativo
5. O gerenciamento de risco na prática
=> 5.1 Evite o risco
=> 5.2 Aceite o risco
=> 5.3 Previna e reduza os danos
=> 5.4 Invista em capacitação e atualização

Imagem de capa: master1305 – www.freepik.com

O conceito de risco

Podemos entender como risco a probabilidade que um ou mais eventos possam ocorrer e os impactos que eles possam gerar. Esse conceito de risco não se limita apenas ao ambiente corporativo, mas em todos os aspectos que permeia o cotidiano das pessoas.

Nesse sentido, se esses dois elementos (probabilidade e impacto) não coexistirem ou não se manifestarem no mesmo momento, podemos concluir que não houve a situação de risco.

A relação risco e retorno

Um dos princípios básicos do gerenciamento de risco nas organizações é entender o movimento da relação risco versus retorno, afinal, toda atividade empresarial visa obter o lucro e conquistar vantagens competitivas.

Na análise de viabilidade econômica de projetos esse ponto é levado a sério, afinal, de acordo com os princípios financeiros, quanto mais arriscada for a operação, maiores são os retornos esperados, em uma forma de compensação da exposição ao risco e a probabilidade de perda de capital financeiro e demais recursos.

Se o risco é alto e o retorno esperado for baixo, certamente, esse é o primeiro indicativo que a área de gerenciamento de risco deve ter cautela ao analisar os demais pontos.

Origem e tipos de riscos

Entender a origem e os tipos de riscos se torna a base para o seu gerenciamento, afinal, se não soubermos suas características, como poderemos agir sobre eles? Sendo assim, vamos conhecê-los!

Quanto a origem, os riscos podem ser:

  • Externos — se relaciona com a macroeconomia, decisões governamentais, estrutura política financeira e cambial, liquidez de mercado, eventos da natureza e outros. Ou seja, os riscos externos são todos os elementos que não estão sob o controle da empresa;
  • Internos — tem origem na própria organização, de modo que, os elementos que compõem o seu ambiente interno é que podem agir como fatores de risco. Esses elementos são: os processos, estrutura operacional, administrativa, financeira e de informações.

Quantos aos tipos, os riscos podem ser:

  • Estratégicos — se referem a maneira de como a empresa estabelece o planejamento estratégico para o curto, médio e longo prazo, bem como atuam no processo de tomada de decisão;
  • Operacionais — é o risco que envolve a possibilidade de perda de ativos, tais como: insumos durante o processo produtivo, mão de obra qualificada, clientes, receitas, parceria de negócios e demais elementos essenciais para o bom funcionamento do negócio. Suas principais causas têm origem na ineficiência dos sistemas de gestão, ocorrência de fraudes, interrupções inesperadas das operações e outros fatores relacionados;
  • Financeiros — é o risco que pode ser muito prejudicial ao negócio, afinal, o capital financeiro é o que sustenta as demais atividades. O risco financeiro está associado ao mau gerenciamento do fluxo de caixa no processo de geração de lucro e investimentos.

Vale ressaltar que os riscos não estão isolados em sua origem, ou seja, ele pode surgir em uma origem ou tipo e migrar para outro, inclusive, agindo de maneira cumulativa.

Avaliando o risco corporativo

Uma etapa fundamental para o correto gerenciamento de risco corporativo é a avaliação e mensuração, onde serão identificados a sua origem e tipos. Nessa fase serão averiguados o grau de exposição para cada risco e os potenciais efeitos sobre o empreendimento.

Nesse processo é fundamental adotar a ferramenta correta para a avaliação e mensuração dos riscos. Indicamos o uso do Diagrama de Ishikawa (também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Diagrama Espinha de Peixe). Essa ferramenta ajuda a elencar as variáveis, os problemas identificados e os efeitos que resulta da união de cada um desses elementos.

Allo Consultoria - Diagrama de Ishikawa
Exemplo de Diagrama de Ishikawa

Vale lembrar que, dependendo da origem ou tipo de risco, poderá agir sobre uma única área, ou gerar um “efeito dominó”, afetando várias áreas da organização, sendo em sequência ou de maneira simultânea.

Para a mensuração inicial é adequado adotar a análise qualitativa, onde será possível identificar e classificar a exposição ao risco como baixo, médio ou alto.

Já na fase intermediária e avançada da avaliação do risco corporativo é apropriado usar as metodologias quantitativas com o uso de indicadores de desempenho que ajudam a avaliar qualquer desvio na relação Planejado x Realizado.

É importante salientar que os métodos qualitativos não anulam os quantitativos e vice-versa, mas, na verdade, se complementam entre si. Enquanto as análises qualitativas ajudam a identificar as causas e efeitos, as quantitativas traduzem em números e estatísticas os riscos que agem sobre o negócio.

O gerenciamento de risco na prática

Após a realização das atividades anteriores, podemos partir para a prática do gerenciamento de risco corporativo. Nessa fase, o uso das informações obtidas servirá de base para a execução de novos projetos e planos de ação que tenham o objetivo de minimizar os riscos e maximizar os resultados que contribuam para o crescimento do negócio.

Veja abaixo como proceder na sua empresa!

Evite o risco

É a tratativa mais comum que as empresas adotam diante de situações de aparente anormalidade e possível fonte de risco. Isso acontece por ser uma das medidas que consome menos recursos. No entanto, essa forma de lidar com o risco não é o mais efetivo, de modo que, nem todo risco é passível de ser evitado.

Aceite o risco

Essa medida é uma das estratégias que mais proporciona flexibilidade para o gerenciamento de risco corporativo, pois, ajuda a perceber que não é possível eliminar todas as suas fontes, o que força os gestores e empreendedores a adotarem um posicionamento mais ativo. Vejamos os principais:

  • Retenção — busca manter o nível de risco em limites aceitáveis para a organização. O ponto negativo da estratégia de retenção é o fato de apenas agir na função controle, mas não consegue gerar oportunidades por meio da adversidade;
  • Redução — desenvolve estratégias e ações com o propósito de minimizar os efeitos dos riscos sobre a organização. Aqui, ao contrário da retenção, as empresas agem de maneira proativa, evitando o fato gerador do risco;
  • Transferência — busca ter o gerenciamento do risco corporativo por meio da transferência e/ou compartilhamento com outros agentes, podendo ser internos ou externos;
  • Exploração — explorar o risco corporativo é a estratégia adotada por empresas mais estruturadas e com o know-how para transformar fraquezas em forças, e ameaças em oportunidades (utilize a Matriz SWOT como sua aliada). O processo de Due Diligence é uma ótima estratégia de investigação profunda da empresa em busca de possíveis falhas e inconsistências que são fontes geradoras de risco.

Previna e reduza os danos

Essa estratégia de gerenciamento de risco age de maneira antecipada e profilática. Isso é possível com a criação de planos de contingência e a análise do cenário para ter ações preventivas e, no caso de ocorrência de algum risco, a atuação na minimização dos seus impactos sobre o negócio.

Invista em capacitação e atualização

Uma grande parcela da fonte geradora do risco corporativa ocorre pela falta de capacitação e atualização dos seus colaboradores, afinal, são eles que operacionalizam o negócio. No entanto, quando a empresa investe em T&D (Treinamento e Desenvolvimento) os riscos perdem intensidade, abrindo espaço para oportunidades e incentivo à inovação.

O fato incontestável é que o gerenciamento de risco corporativo ajuda a ter um melhor aproveitamento dos recursos, bem como garante que o negócio supere os momentos de crises e imprevistos.

Não deixe que a falta de gerenciamento de risco corporativo coloque o seu empreendimento em uma posição crítica! Entre em contato agora mesmo com a Allo Consultoria Empresarial e solicite a análise completa do seu negócio e descubra como podemos fortalecer a sua presença no mercado!

Rafael Lima

Autor Rafael Lima

Administrador, atuação com foco em gestão, planejamento e finanças — CRA-RJ 20-88222. Fascinado pelo mundo empresarial, finanças e economia. Redator e produtor de conteúdo web da Allo Consultoria Empresarial.

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