Allo Consultoria - gestão de escritórios de advocacia

Já foi abordado em um outro artigo algumas dicas para gestão de empresas de serviços contábeis, em que disponibilizamos informações importantes para os gestores e empreendedores desse ramo. Agora chegou a vez de ajudarmos as empresas e os profissionais liberais da área do direito, em que abordaremos neste artigo 6 dicas de gestão de escritórios de advocacia.

O fato é que essas dicas complementarão as atividades já executadas nas empresas desse segmento, no entanto, devido ao alto nível de complexidade e responsabilidades que lidam no seu dia a dia em relação a sua atividade-fim, deixam de aplicar as técnicas adequadas de gestão e planejamento estratégico.

1 — Invista em tecnologia hoje mesmo

Talvez por questões de tradicionalismo, os escritórios de advocacia apresentam forte resistência para a adoção de novas tecnologias e inovação, ficando atrás de outros segmentos empresariais e, assim, deixando de ter o crescimento institucional e melhor uso dos recursos disponíveis.

Uma dica fundamental de gestão de escritórios de advocacia é a incorporação imediata do que é conhecido como advocacia 4.0, onde a tecnologia trabalha em prol do negócio e não o inverso. Isso vai permitir que o corpo técnico se dedique ao que realmente importa: os seus clientes.

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A tecnologia está cada vez mais presentes nos diversos ramos de trabalho, e no Direito não é diferente, e é daí que surgem os conceitos de Lawtech e Legaltech, que misturam Direito e Tecnologia. As lawtechs e legaltechs são, portanto, startups focadas em pensar soluções tecnológicas que facilitem e transformem a rotina jurídica. . Alguns exemplos na advocacia com aplicação da tecnologia são: controlar os prazos e as intimações dos processos, coletar e monitorar informações públicas , relacionando-as com qualquer outro dado, e até mediar conflitos de forma online para chegar a um acordo. O próprio processo eletrônico, protagonizado pelo Judiciário, também é um exemplo de como a tecnologia já interfere no dia a dia de quem pratica o Direito. . Algumas vantagens dessas startups são: 1) reduzir custos; 2) aumentar a produtividade e a eficiência; 3) organizar os processos e atividades; 4) promover transparência; 5) desafogar o Judiciário; 6) realizar pesquisa jurídica; 7) promover maior acesso à lei. . Com a grande quantidade de processos judiciais em tramitação no Judiciário e também com o vasto número de profissionais em atuação no Brasil, sem dúvida este campo é fertil e promissor para atuação e sucesso profissional de quem atua na advocacia. . #alloconsultoria #consultoriaempresarial #assessoriajuridica #empresario #empreendedorismo #direito #contabilidade #startup #startups #gestaodenegocios #gestaoempresarial #direito #advocacia #negocio #empreendedorismojuridico #juridico #lawtech #legaltech

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2 — Precifique os serviços corretamente

Pode parecer óbvio, mas o fato é que muitos escritórios de advocacia pecam na hora de precificarem seus serviços, o que pode representar riscos financeiros. Se a precificação for muito baixa haverá a descapitalização do negócio, porém, se for muito alta, os clientes buscarão os serviços da concorrência.

Ter a formação de preço da maneira correta é fundamental para a gestão de escritórios de advocacia, afinal, terão a cobertura dos seus gastos e, além disso, serão praticados preços justos, o que ajuda a avançar na conquista do público-alvo de maneira consistente.

3 — Aplique o marketing jurídico

“Quem não é visto, não é lembrado” — essa frase retrata um cenário em que a falta de investimento em marketing pode trazer a qualquer empreendimento, inclusive, as do ramo do direito. Para evitar esse transtorno e ter resultados na gestão de escritórios de advocacia é imprescindível investir em marketing jurídico.

Embora o código de ética da OAB estabeleça diretrizes para a atividade de publicidade dos escritórios de advocacia, isso não significa o total veto desse tipo de promoção do negócio. Além disso, o marketing vai além da propaganda, onde os seus fundamentos são baseados em identificar e satisfazer as necessidades, demandas e desejos do seu público-alvo.

4 — Ser especialista é melhor que generalista

No mercado de trabalho é comum a busca por profissionais generalistas, mas quando o assunto é direito, a realidade muda de perspectiva. A gestão de escritórios de advocacia deve ter a preocupação em ter as suas áreas de atuação como especialista e desenvolvê-las continuamente.

Além de ser especialista em uma ou mais áreas do direito, é fundamental deixar isso bem claro aos clientes, informando-os das capacitações que a empresa tem de agir em cada demanda. Para isso, a gestão deve se apoiar nas atividades do marketing, sempre com uma abordagem pragmática e com a demonstração de resultados.

5 — Invista em gestão profissional

Um cirurgião pode ser extremamente competente na sua área, mas falhar como gestor. Isso também ocorre nas empresas de advocacia, onde os advogados podem ser extremamente competentes em suas áreas de atuação, mas falharem como gestores.

É justamente para cobrir essa lacuna que há os profissionais da gestão que, inclusive, devem ter o seu registro profissional junto ao conselho de competência. Assim, com base no planejamento estratégico adequado e o emprego de modelos de gestão (como o MEG, por exemplo) os escritórios de advocacia alcançarão um nível de gerenciamento elevado e efetivo.

Além disso, o acompanhamento profissional na gestão de escritórios de advocacia ajuda na atualização do planejamento estratégico, pois, embora alguns achem que esse mercado seja estático, a área do direito é volátil e necessita da correta gestão de mudanças.

6 — Especialistas nas atividades de apoio

Essa dica engloba as atividades de apoio como, por exemplo, contabilidade, recursos humanos, marketing e demais áreas que são diretamente ligadas ao negócio. Contar com especialistas para atuarem nessas e outras áreas é algo fundamental para a gestão de escritórios de advocacia, afinal, isso vai permitir que os advogados possam se concentrar na atividade-fim do negócio. Para isso, a empresa pode adotar a estratégia de BPO — Business Process Outsourcing, de modo que, isso delegará à outra empresa os serviços de apoio, enquanto o seu quadro de advogados poderá se dedicar exclusivamente às atividades-fim.

O fato é que essas 6 dicas englobam todo o negócio e, certamente, contribuirão para ter êxito e efetividade em cada atividade e uso inteligente dos recursos, o que gerará reconhecimento no mercado do direito.

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Rafael Lima

Autor Rafael Lima

Administrador, atuação com foco em gestão, planejamento e finanças — CRA-RJ 20-88222. Fascinado pelo mundo empresarial, finanças e economia. Redator e produtor de conteúdo web da Allo Consultoria Empresarial.

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